Crianças e Leite – Alergia e Intolerância à Lactose – Como Saber

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Saiba aqui as diferenças e como saber se o seu filho tem alergia à Leite ou Intolerância à Lactose.

O consumo de leite é essencial para o crescimento saudável das crianças, afinal, trata-se de uma rica fonte de cálcio — nutriente responsável por fortalecer o desenvolvimento dos ossos. Contudo, há pessoas que não podem ingerir o leite, o que ser deve à alergia ou intolerância à lactose — açúcar natural presente na composição desse líquido.

Tanto no caso da alergia quanto da intolerância, os sintomas podem se manifestar na infância, causando uma rejeição ao contato do leite com o organismo. O seu filho sofre com esse problema? Confira abaixo quais são as diferenças entre a alergia e a intolerância ao leite e como identificá-las para trata-las corretamente!

O que é?

A Alergia a Proteína do Leite de Vaca (APLV), como o próprio nome diz, é uma rejeição do sistema imunológico à proteína presente no leite de vaca. Esse problema é mais comum entre bebês e crianças, raramente acontece em adultos.

Já a intolerância à lactose se caracteriza como uma dificuldade que o organismo tem para digerir e absorver o açúcar encontrado no leite, ou seja, a lactose. Essa condição se deve à redução ou ausência de lactase, que é a enzima responsável por digerir a lactose. Esse problema aparece na infância, mas surge mais comumente entre adultos e idosos.

Além disso, a intolerância também pode ser uma consequência, em alguns casos, temporária, por conta de doenças intestinais inflamatórias ou diarreia prolongada.

Quais são os sintomas

Os sintomas da alergia ao leite podem ser identificados de diferentes formas. As reações digestivas são: cólicas, vômitos, dor abdominal, diarreia, prisão de ventre, refluxo e a presença de sangue nas fezes. As reações cutâneas são: dermatite atópica do estágio moderado ao grave, e urticária. Também há a reação anafilática, pouco crescimento e baixo ganho de peso.

Os sinais da APLV podem correr minutos, horas ou até mesmo dias depois que o leite de vaca ou seus derivados são consumidos, acontecendo de maneira repetitiva ou persistente.

A intolerância à lactose tem sintomas apenas intestinais, tais como: cólicas, diarreia, distensão abdominal (causando barriga estufada) e gases. Geralmente, os sinais são notáveis minutos ou horas após o leite de vaca entrar em contato com o organismo do indivíduo.

Como diagnosticar




Para descobrir se o filho tem alergia ao leite ou intolerância, é imprescindível levá-lo ao médico. No caso da APLV, o diagnóstico se inicia por meio da história clínica, de modo a associar os sintomas com a ingestão dos alimentos suspeitos de possuírem leite em suas composições.

Existem exames que podem auxiliar na identificação da APLV, porém, o diagnóstico final só pode ser confirmado quando os sintomas desaparecem a partir da adoção de uma dieta sem as proteínas do leite e retorno no Teste de Provocação Oral. O teste reintroduz o leite em doses pequenas e progressivas, sendo realizado com a presença de um médico.

A intolerância à lactose é identificada através da observação dos sintomas que estão associados ao consumo de alimentos com lactose. Também é possível solicitar alguns exames específicos.

A criança com alergia ou intolerância pode ser amamentada?

Se o seu filho tem APLV, você pode continuar amamentando-o, mas é preciso seguir uma dieta rígida livre do leite de vaca e de derivados, bem como os alimentos que são preparados com o uso das proteínas do leite. É importante ter cautela com as comidas industrializadas, que podem possuir leite ou ingredientes derivados em suas composições, como caseinato, caseína, proteínas do leite ou soro do leite.

A criança com intolerância à lactose também pode ser amamentada. Para essa situação, é feito o tratamento dose-dependente, em que os sintomas aparecem de acordo com a quantidade de lactose consumida.

Não é necessário excluir o leite de vaca e os seus derivados totalmente da dieta da mãe, é preciso ingerir o leite conforme a quantidade suportada pelo organismo da criança.

Texto por Simone Leal





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