Como Lidar com Crianças Indisciplinadas


  

Birras, mordidas, chutes… Veja o que fazer para intervir de forma positiva nessas situações.

Respeitoé uma questão um tanto quanto delicada para ensinar às crianças. Mesmo quando muito pequenas, elas são cheias de vontade própria, querendo ultrapassar os limites, custe o que custar, aderindo até à violência em alguns casos. A disciplina não é algo para ser aplicado apenas quando a criança está se comportando mal, mas sim algo contínuo para que ela tenha conhecimento de que algumas ações são positivas e outras não, sendo que para ambos os casos existem consequências.

Comportamentos agressivos

É interessante que você saiba, primeiramente, que mordidas, tapas, chutes, gritos etc, fazem parte do desenvolvimento natural das crianças. Isso se dá porque, como dissemos no parágrafo acima, elas querem expressar a vontade que tem sobre as coisas, sendo que ainda não possuem o senso de coletividade/empatia e também não controlam impulsos.

Contudo, não estamos dizendo que por serem comportamentos naturais devem ser também aceitáveis. É importante que você ensine a criança como aquele comportamento afeta os outros e ela, dando outras opções para que ela expresse a raiva.

Preparamos algumas dicas. Confira.

Seja lógico de uma forma inteligível

É comum que muitos responsáveis eduquem crianças dizendo "como você se sentiria se eu fizesse isso com você?" e aqui voltamos ao ponto: crianças nem sempre conseguem imaginar essa situação ou se por no lugar do outro. Logo, isso não serve pra nada.

Como então você pode adverti-lo? Quando ele estiver brincando com os amigos, por exemplo, e tiver comportamento agressivo, você deve retirá-lo de lá e mostrar as crianças brincando. Diga então que quando ela estiver pronta para brincar sem que machuque os colegas, aí sim ela pode retornar.

Ela pode não ser empática ainda, mas vai entender quando um determinado comportamento ou atitude ocasionar uma consequência que ela não gostaria de enfrentar.

Fique calmo




Pode ser difícil manter a calma quando a criança não para de berrar, mas asseguramos: bater, gritar, xingar ou ficar dizendo que o comportamento dela é muito feio, é uma péssima ideia. Isso só vai deixar a criança mais irritada. Outro ponto importante: para que a criança aprenda como controlar a raiva e não expressar dessa forma, ele deve ter um modelo.

Deixe os limites bem claros

Não espere o comportamento se repetir diversas vezes para dar um basta. Na primeira vez que ocorrer, a criança já deve saber que não pode fazer aquilo. Tire-a da situação por alguns minutos, pois essa é a melhor forma de acalmá-la. Depois de algum tempo a criança já vai conseguir associar que a atitude dela provocou aquele afastamento.

Não oscile na disciplina

Se você falar com ele de um jeito e depois mudar isso quando ele repetir a mesma atitude, não fará sentido. É importante que você reafirme constantemente a consequência da agressão dele. Se ele praticou a mesma ação, aplique o mesmo castigo. Seja firme e consequente.

É comum que quando a criança está em público aproveite o seu constrangimento para se comportar mal: não se intimide! Trate da mesma forma, assim a criança não vai lhe manipular.

Ajude a criança a encontrar outras formas de expressão

Depois que a criança estiver calma, converse com ela. O diálogo resolve muitas coisas. Seja tranquilo e fale sobre o ocorrido. Deixe ela explicar o que a deixou tão irritada. Compreenda os motivos dela e encoraje-a para que aja de uma forma diferente: pedir a intervenção de um adulto ou falar o que está sentindo.

Sempre faça a criança se desculpar pelo que fez. E não se esqueça de reconhecer quando o comportamento for diferente. A associação de consequência funcionará quando a mesma for boa.

Por David Ferreira


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